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O que o McDonald’s nos ensina sobre registro de marcas

Você já foi para uma cidade grande e se deparou com uma loja do McDonald’s em praticamente cada esquina ou rua? Pois é, não é à toa que a franquia é considerada a maior rede de fast food do mundo.

O restaurante registrou um lucro líquido de US$ 1,4 bilhão nos primeiros três meses de 2018. Isso foi um aumento de 13% se comparado ao mesmo período de 2017. Convertido em reais, esse valor chega a cerca de R$ 5,4 bilhões.

O McDonald’s se consolidou, e muito bem, na rede de fast food. Mas o que muita gente não sabe é que não é tão bela a história dos verdadeiros criadores da lanchonete.

Ficou curioso? Então acompanhe o texto e conheça a história do McDonald’s e sua relação com o registro de marcas. Boa leitura!

A história do McDonald’s e o registro de marcas

Os irmãos Richard e Maurice McDonald mudaram o jeito de fazer e servir lanches na pequena cidade de Arcadia, na Califórnia, em 1937. Eles abriram uma barraca que vendia hambúrgueres por 10 centavos de dólar cada. Eram servidos de minuto a minuto, feitos de forma automatizada, embrulhados em papel e sem o serviço de garçons. O cliente fazia o pedido ao próprio cozinheiro.

Após 3 anos, em 1940, a fórmula que unia rapidez, custo baixo e hambúrgueres gostosos fez uma simples barraca se transformar em um restaurante. E ele podia ser vista de longe na cidade, com uma letra M amarela de 7,5 metros de altura, destacando o estabelecimento dos irmãos McDonald’s.

O negócio inovador que prosperava a ventos fortes atraiu a cobiça de um então vendedor de máquinas de milk-shake chamado Ray Kroc. Ao receber um pedido de compra de 6 liquidificadores, viu o sucesso do lugar e ficou interessado, percebendo o imenso potencial de crescimento que o McDonald’s tinha.

A importância do registro de marca desde o início do empreendimento

A história do maior restaurante de fast food da atualidade é um ótimo exemplo da importância do registro de marcas desde o começo de uma ideia.

Em uma estratégia astuta e mal-intencionada, Ray Kroc candidatou-se a representante comercial do restaurante, comercializando licenças. A estratégia deu certo. Em 1961, Kroc propôs a compra do restaurante aos irmãos, que aceitaram a oferta de US$ 2,7 milhões e 0,5% de participação nos lucros.

Mas os McDonald’s nunca chegaram a receber o dinheiro. Isso porque o acordo foi selado levando em conta o valor da “palavra”, sem papel e sem documento, para evitar o pagamento de impostos.

Kroc então registrou a marca “McDonald’s”, impedindo que os irmãos idealizadores da marca e da rede de restaurantes pudessem utilizá-la, tomando para si a ideia e a concepção original do negócio.

O resto você já sabe. Hoje, o McDonald’s tem cerca de 40 mil unidades distribuídas pelo mundo e, com certeza, você já comeu um de seus lanches ou conhece alguém que comeu. São 75 hambúrgueres vendidos por segundo para uma clientela de 68 milhões de pessoas diariamente. Esse número é maior que a população da Inglaterra e da França.

Não deixe para depois!

Contamos a você essa história para lembrar o quão importante é registrar sua marca e, mais do que isso, fazer o quanto antes. Se você teve uma ideia interessante, viu que pode dar certo e gerar frutos no futuro, não perca tempo!

Ficou interessado na história do McDonald’s? Em 2016, foi lançado o filme “Fome de Poder”, que conta a traição sofrida pelos irmãos e a perda do seu negócio.


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